segunda-feira, 4 de maio de 2009

Cheira a Verão!!!





Neste últimos dias tenho andado virado para a a OA, a preparar os relatórios todos... Está a dar-me cabo dos nervos... tanta coisa para quê??? Até tenho de entregar, pela segunda vez, uma certidão de nascimento... mas será que eu nasci outra vez e não dei por isso??????
Entretanto a PG em fiscalidade que estou a frequentar na Católica, está a apertar e o trabalhinho é mais que muito... enfim, a juntar a isto tudo há o escritório... uma lufa-lufa...

Mas este fim de semana voltei ao mar e participei na regata que liga Lisboa a Sesimbra, regata Wintermantel. O Post Scriptum saiu do estaleiro e vem a andar loucamente... Desta feita corremos em classe ANC - A. Pode dizer-se que navegámos bem e certinhos, apesar de faltarem alguns elementos da tripulação. Após a largada, rondámos a boia 1 em frente a Oeiras içámos o spi e andámos para sul um tanto ou quanto orçados... Passados uns 25 minutos o vento rondou para NW e estabilizou nos 15 kts. Fomos os primeiros da classe a chegar ao Cabo Espichel, onde optámos por cambar cedo demais e perdemos um lugar. Minutos depois decidimos (mal) arrear o spi e fazer o resto do percurso de genoa... e eu que conheço as águas do Cabo Espichel como as minhas próprias mãos, deixei-me levar pelas primeiras aparências e deduzi que não aguentávamos o spi até Sesimbra... A tripulação, levada pela primeiras impressões pressionou para que se baixasse o encarnadinho... e lá foi ele para baixo (mal, mal, mal)... Acabámos por chegar à baía de Sesimbra onde estava a frota toda parada sem vento... Resultado... a frota juntou e o rating favorece os mais pequenos e/ou antigos... cortámos a meta em 2º da classe e fomos parar ao 10º lugar... que chatice. Durante a regata auto denominámo-nos os "Maçadores" porque não largávamos os ORC ( a malta veio mesmo no meio da frota deles...eheheheheh!!!)

No Sábado, a regatinha em Sesimbra correu muito bem do ponto de vista táctico, já as manobras podiam ter sido melhores, não fossem evidentes os sinais da festa da noite anterior... entrámos novamente em 2º e fomos parar a 6º... Só me resta dizer... "nos aguarda, vai..."


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Há dias assim!!!


Sexta feira não tão santa... 

Na passada sexta feira reuni a tripulação base do Post Scriptum (com duas baixas), convidei duas amigas, com o objectivo de levar o barco até Lisboa para o fazer subir no estaleiro do Paulinho...

Já sabia que ia apanhar mar e muito vento... mas a previsão vinha por baixo!!! Anunciavam 20 nós de vento NW e vaga de 4 metros, com período largo... só acertaram na direcção do vento e  no tamanho do mar, porque o vento fixou-se sempre nos 25 nós com rajadas que lhe acrescentavam mais 10 nózitos... Se fosse só isto estava bem...mas a vaga era muito curta, o que fez com que tivesse de usar o chato (motor) para progredir... Apesar do excelente comportamento do casco do P.S. demorámos 7 horas para fazer as 35 milhas que separam Sesimbra de Lisboa e levámos um "porrete" como diz o Outeirinho... Serviu para enrijar e para nos lembrar de como somos pequeninos quando o mar se chateia... Resultado... 3 enjoos, algumas carga ao mar e muita água a varrer o convés...
A chegada foi presenteada com uma merecida cerveja no Sr. Pina, que se preparava para fechar o seu restaurante... olhou para nós, molhados e exaustos... não hesitou em protelar a sua saída para nos oferecer a cervejinha...

A ver se está prontinho o mais rápido possível, para fazer a regata WinterMantel, que tem como trajecto habitual Oeiras - Sesimbra... se bem que já ouvi uns zumzuns acerca da ida para Tróia este ano... a ver vamos...

Mais um texto do Jornal de Sesimbra!

Olá,

A actualidade jurídica nacional não pára um minuto, tornando fértil o terreno onde trabalham os intervenientes da lei. Assim, agora as atenções estão de olhos postos no novo código do trabalho, do qual já falámos aqui, onde aflorámos as principais alterações, daquele que na altura não passava de um projecto-lei.

 Hoje, e após a transformação do projecto em lei, o código do trabalho tem sido objecto de vários ataques dos mais variados quadrantes políticos do hemi-ciclo nacional.

 Ora, dos simples ataques políticos, que por si só não produzem mais do que um ruído de fundo, passámos a ouvir falar numa figura jurídica denominada por fiscalização sucessiva da constitucionalidade.

 O que é afinal a fiscalização da constitucionalidade? Como funciona e em que medida é que esta figura contribui para o panorama jurídico nacional?

 Ora, por fiscalização da constitucionalidade entende-se ser o acto em que se pede ao tribunal constitucional ( o mais alto da hierarquia dos tribunais, antecedido pelo Supremo Tribunal de Justiça, Relação e Comarcas, respectivamente), que aprecie a validade constitucional de toda e qualquer norma, mas atenção, porque é apenas de normas que se pode requerer a fiscalização da constitucionalidade, deixando de lado as decisões judiciais na sua génese, ou seja, se numa decisão judicial seja ela proveniente de sentença ou acórdão, um facto suscitar dúvidas, pode-se recorrer da decisão proferida, mas se a decisão judicial for inquinada por uma norma que alguma das partes entenda ser inconstitucional, aqui não há recurso, mas sim a fiscalização da constitucionalidade.

Assim sendo, devemos começar por explicar que em sede de decisões, o tribunal constitucional só se pode pronunciar no sentido da inconstitucionalidade ou da não constitucionalidade, não cabendo na sua competência, em caso algum, pronunciar-se pela constitucionalidade das normas cuja apreciação lhe foi requerida. É assim porque de outra forma impossibilitava uma nova fiscalização da constitucionalidade.

 No caso da pronuncia no sentido da não inconstitucionalidade, isto é, nada encontrar que na sua opinião indique existir uma desconformidade com a CRP, o PR ou MR, consoante as hipóteses terão de:

-  s se tratarem de leis ou decretos-leis, promulgar, ou exercer o direito de veto politico

-   Se se tratar de tratados internacionais, relembremos aqui que os tratados radicam em normas, estando dentro do âmbito das normas em geral para efeitos de fiscalização da constitucionalidade; ratificar ou não.

No caso de haver pronuncia no sentido da inconstitucionalidade o caso é mais complicado, mas para não perdermos o norte, vamos apenas indicar as principais consequências:

Assim, desde logo há um efeito imediato que é a impossibilidade de promulgação, assinatura ou ratificação , traduzida na figura do veto por inconstitucionalidade e a consequente devolução ao órgão donde proveio.

Se após esta situação, houver uma reformulação do documento, este deve ser de novo submetido à fiscalização, porquanto se trata de um documento diferente.

Existe ainda a opção de optar pelo expurgo da inconstitucionalidade. Aqui pode-se enveredar pela promulgação, ratificação ou assinatura.

Assim, o temos então a fiscalização abstracta sucessiva, que foi esta que foi requerida acerca do novo código de trabalho. Esta incide sobre as normas já objecto de publicação oficial no diário da república, não sendo contudo necessário que tenham entrado em vigor.

No que toca à legitimidade temos dois tipos de entidades, os requerentes privilegiados, e os que só em determinadas situações podem intervir.

Assim, como privilegiados temos o PR, PAR, o Provedor de Justiça, PGR e 1/10 dos deputados à AR ( que foi exactamente o que aqui se passou com os votos do Partido Comunista e alguns da ala da bancada do PS mais descontente).

 

No segundo caso, temos os órgãos insulares, que são o MR, ALR, PALR, 1/10 dos deputados a ALR.

Como forma de desencadear este processo, tem-se um requerimento dirigido ao presidente do tribunal constitucional, devendo este auscultar ou promover a auscultação do autor da norma impugnada.

Posto isto há que apurar os efeitos deste tipo de fiscalização. Assim sendo, no caso de pronuncia de não inconstitucionalidade nada impede que se venha mais tarde a pedir a fiscalização, ou seja a norma que num primeiro momento foi declarada não inconstitucional, pode sê-lo a qualquer momento.

No caso de declarar a inconstitucionalidade, a norma é expurgada da norma jurídica, vinculando directa e automaticamente todas as entidades, publicas ou privadas, incluindo o próprio tribunal e outros tribunais, que ficam assim impossibilitados de a aplicar em outros litígios que lhe sejam submetidos. Assim, todos os efeitos produzidos por essa norma desaparecerão, pois não fazia sentido que a norma desaparecesse do ordenamento jurídico mas os seus efeitos perdurassem. 

Em breve voltaremos à actualidade jurídica. Saudações...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Bons tempos...



Hoje voltei á Universidade... Durante toda a tarde tenho andado mergulhado no regime da EXPECTATIVA JURÍDICA... Voltei às aulas de Direito das Obrigações do Dr. Almeida Costa, e recordei a simpatia com que ele tratava todos os alunos, sem excepção... A clareza das suas palavras contrastava com o bicho de sete cabeças que o próprio nome da cadeira aparentava ser... Começava as aulas com um sorriso rasgado e acabava-as com um sentido Ubrigado...sim o Sr. Professor dizia obrigado com U... o que radicava num momento de boa disposição geral na turma. Era um Sr. do ensinamento, um poço de sabedoria e mais ainda... um Doutor em educação... ao contrário de tantos outros Professores que tratavam mal os alunos, remetendo-os ao desprezo e nada fazendo para que a formação de futuros juristas a eles se devesse...
Uma das caracteristicas mais engraçadas do Dr. Almeida Costa era a soneca que ele dormia no seu carro nas tardes de calor, antes da aula das 15h. O Professor fazia muito quilometros diários entre Coimbra e Lisboa... e justificava assim o seu sono reparador... dava resultado, porque as suas aulas eram tudo menos monótonas.

Em geral, a cadeira de Obrigações, obriga a um estudo, que a certa altura se afigura lógico... A partir de um determinado momento as palavras escritas do Professor são um complemento do raciocínio jurídico que um aluno de 3º ano já vai tendo...


Hoje lembrei-me dos não tão longinquos tempos da Universidade, e em particular do 3º ano... Hoje sorri...




Ubrigado Professor...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

700???


Setecentos visitantes... Engraçado... nunca pensei que as minhas "larachas" despertassem o interesse de tanta gente em tão pouco tempo...

Obrigado a todos... 

Como forma de agradecimento, uma foto que simboliza o movimento...o andar para a frente...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Encontros


Se numa imagem tivesse de definir a palavra encontros...

Aqui se dão todos os dias a todas as horas vários encontros... quase iguais... ainda que sempre diferentes...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Balanço!!!



O balanço deste fim de semana...

Experiência boa a de fazer um programa de rádio em directo com os restantes cronistas da Sesimbra FM... De destacar a grande festa de anos onde estive Sábado à noite...

Por outro lado... Senti na pele a dependência que o ser humano tem das novas tecnologias... O meu telefone afundou-se na marina de Sesimbra... foi brincar aos mergulhadores e já não voltou com vida. Ficou para sempre no fundo de areia que toma conta daquelas latitudes... "-Bolas", gritei quando o vi a fazer o mortal encarpado em direcção à água fresquinha. Mas ele foi atrás daquela sereia e... olha... azar. Talvez  fosse mais prudente deixá-lo primeiro nadar num aquário...

Sempre gostei de acreditar que não sou dependente das novas tecnologias e que passo bem sem um telefone que recebe e-mails e acede à net... mas a dura realidade é que apesar de gostar de andar descalço na rua, e adorar viver de calções e camisa de manga curta, não estou preparado para largar assim de um momento para o outro o contacto com o mundo tecnológico... ou melhor...estaria preparado se fosse para um sitio onde não precisasse dela... 

Começa a estar na hora de sentir de novo a liberdade... mas longe desta realidade rápida e implacável dos nossos dias... Está de novo na hora de rumar para longe e ser só mais um viajante que erra pelo mundo fora...

Como dizia o meu "sobrinho" (emprestado, mas quase a sério) de 10 anos este fim de semana a propósito de termos metido conversa com uns cadetes da marinha na doca de Sesimbra : "-... e é assim que se começam as amizades, primeiro falamos de coisas normais e ficamos a conhecer as pessoas, depois começamos a telefonar e a combinar jantares e no fim já somos grandes amigos..." Pois é Rodrigo, é por aí... mas se juntares isso tudo ao acto da busca pelo conhecimento do mundo em que vives... vais ver que ficas com uma lista de contactos muito mais importante do que aquela que temos no telefone, porque nem sempre com as pessoas da lista, terás tido conversas que começaram por ser superficiais e que com o decurso do tempo se tornaram uma necessidade porque gostaste daquela(s) pessoas. 

Este episódio da fuga do meu telefone (será que o tratava mal?) pôs-me a pensar... tenho que pôr a mala às costas e largar amarras...